Posse Responsável

Ter um pet em casa não é apenas dar ração, petiscos, não dar em hipótese ALGUMA acesso às ruas (casa/apto telados, por favor!) e, dependendo da ‘raça’ mandar pra tosa mensal.

É muito mais: envolve todo o planejamento de custos, pois precisará de um esquema de vacinação completo, vermífugos, vitaminas, controle de ectoparasitas (pulgas&carrapatos, que além de serem inconvenientes em casa ainda são um risco enorme para a saúde do seu pet)  possíveis emergências veterinárias e seus custos.

E o compromisso: esse pet (cachorro, gato, passarinho) vai ter um tempo estimado de vida (cães e gatos chegam aos vinte anos, se bem tratados e sem acesso às ruas) então é fundamental o planejamento para dar qualidade de vida ao seu acompanhante!

Abandono é crime: os animais de rua não brotam do asfalto! eles sentem fome, frio e dor. Eles são o resultado da posse irresponsável, de pessoas que pegaram filhotinhos e que quando os filhotinhos cresceram, ‘desgostaram’ e deixaram na rua. Que mudaram e ‘esqueceram’ o pet na casa antiga, porque na nova casa não haveria espaço para o pet! Ou que ainda não deram importância à castração, humanizando o animal e acreditando no ‘mito’ de que ele precisa reproduzir para ser feliz, que tem instintos sexuais/maternais ou coisas do genero!!!

A castração só traz benefícios, tanto ao proprietário quanto ao animal: ficam isentos dos transtornos de cios, possíveis fugas e doenças devido ao anticoncepcional ou mesmo aos constantes cios/cruzas. Os machos também precisam ser castrados, para evitar possíveis fugas, doenças e prenhez de fêmeas abandonadas!

Castração em Fêmeas:

  • Diminui chance de câncer das glândulas mamárias (quanto mais cedo castrar menor esse risco);
  • Evita piometra (infecção uterina que necessita de intervenção cirúrgica emergencial).

Castração em Machos:

  • Diminui chance de câncer de próstata e evita câncer nos testículos;
  • Há possibilidade de acabar com a mania da marcação de território;
  • E dos machos caninos que tentam cruzar com qualquer coisa, inanimada ou não!

Não compre animais, adote: a compra de um pet que não seja de um Gatil/Canil sério e comprometido – além de registrado, óbvio – só incentiva os criadores de fundo de quintal, que cruzam seus animais visando apenas fins financeiros e não se importando  com padrão (qualidades) da raça.

Um Gatil/Canil sério jamais venderia seus filhotes sem esses estarem castrados ou o futuro proprietário assinando um termo de responsabilidade estipulando o prazo para a castração.

A adoção é um gesto de amor: você não estará ‘comprando’ o seu companheirinho, e sim, adotando-o de um abrigo, lar temporário ou mesmo das ruas e dando-lhe uma chance de ter um lar de verdade, conhecer o que é carinho e ter uma família para lhe amar e mimar.

A maioria das gateiras/abrigos já disponibilizam adultos e filhotes castrados para a adoção! Além disso, adotando um amiguinho adulto, você tem a chance de já conhecer seu temperamento, personalidade e tem menos *sustos* com o tamanho/pelagem dele, porque na idade adulta tudo isso já está definido!

E, finalizando esse texto, a foto da minha bebezona, a gôooooodaaaa da Aretha. A adotamos em 20 de Abril de 2008 quando ela estava com aproximadamente 2 anos de idade e já castrada. Estava há um mês no abrigo e pesava no máximo, dois quilos!

Era só ossos e pêlos, que caíam numa quantidade ASSUSTADORA. Era tão apática e quieta que parecia doente, mais parecia uma gatinha de pelúcia já velha e gasta e molenga do que uma gata de verdade!

A grata surpresa: Aretha é padeira, faladeira, CARINHOSA (dorme juntinho e tudo), super limpa (é quase uma viada, de tão fresca!) e companheira. Com aproximadamente 30 dias da adoção, sua pelagem já não caía mais e estava um pouquinho mais gordinha.

Hoje em dia, pesa mais de 5 quilos (pesa mais que meu cachorro!) e CRESCEU em comprimento. É a prova viva de que um lar, cuidados e AMOR transformam o animal completamente. NINGUÉM diz que ela foi adotada de abrigo, tamanha a sua beleza e educação – jamais pulou na mesa da cozinha/pia/fogão: inclusive podemos comer o que quisermos com ela por perto que ela nem nos olha! – e carinho.

Porque sim, essa padeira fofoqueira é meu xodó e muito carinhosa!

Aretha. Não é linda?

Aretha. Não é linda?

 Colaborou para esse texto a Médica Veterinária Juliana  Senna Pereira, CRMV 7778.

A Juliana atende no CRA – Centro de Reabilitação Animal que fica na Rua Marechal Bittencourt nº 65 – Riachuelo – Rio de Janeiro – RJ – (21) 2501 9320.

 

Responses

  1. Ficou ótimo o texto!
    Quem dera que todos pensassem dessa forma. O mundo seria bem melhor!
    E Shayane, parabéns futura jornalista!
    Beijosss


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