Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 1 de fevereiro de 2009

Desalinhos

Eu sempre acreditei no diálogo, na comunicação, seja escrita, falada, psicografada, enviada através de sinais de fumaça, libra ou daqueles códigos infantis que a gente aprende no primário, usa em diários até o ginásio e depois rola de rir quando lê, porque aquilo está de tal forma entranhado em sua mente que não importa qual o código, só de olhar o cérebro automaticamente traduz o significado, sem esforço.

Acredito tanto nisso que pensei arduamente e durante muito tempo, cursar Jornalismo. Mas a Vida dá umas guinadas que a gente não percebe e pelas curvas do Caminho, fiz a escolha pelo Direito, vestibulei para isso e cursarei a partir do primeiro semestre desse ano.

Não dá para creditar então, que outra pessoa, que não tenha comentado nada de uma determinada situação dificil de sua vida, que simplesmente sempre foi afastada e nunca tentou entrar em contato, reclame sem mais nem menos de omissão da sua parte. E que, quando você tenta dialogar, simplesmente diga ‘não estou a fim’.

Esse tipo de infantilidade não é aceitável no convívio social pós sétima-série, povo! Eu tenho minha consciência limpa, de que, se soubesse da missa um terço, teria ao menos tentado dar algum apoio. Mas como não sabia nem um oitavo (tanto mais um terço) como posso ser culpada?

Faltaria boa vontade para o diálogo? Um esforço para comunicar-se? Ou é infinitamente mais fácil julgar e condenar o próximo, que alheio ao seu problema, vive seus dias tentando resolver seus próprios problemas?

O mundo não é só feito de flores, borboletas e feijão fresco e risos. Também é feito de esforço, cansaço e algumas lágrimas ocasionais.  Tudo isso faz girar a Roda da Vida, que é feita de altos e baixos e é alimentada pelo esforço de nos mantermos sempre bem, de alcançarmos nossos objetivos, um evolução constante tanto física quanto espiritualmente.

Amizade é compartilhar. Se o outro só se fecha e não busca pelo diálogo, nem que seja num desabafo aparentemente tolo, como pode depois cobrar apoio, presença?

Infelizmente, cansei de tentar compreender. Seguirei meu Caminho adiante, com a consciência limpa de que respondi a todos os chamados e fui o mais presente quanto pude e que, se não busquei mais, foi por realmente não ter possibilidades para tanto no momento.

[ouvindo: Trumpets and violin, Suburban Kids With Biblical Names]

 

 

 

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