Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 30 de janeiro de 2009

Um pouco sobre os meus dias.

[O dia atual]

É o terceiro dia que amanhece nublado. Não que isso me irrite, entristeça ou deprima. Na verdade, gosto mais dos dias nublados, chuvosos, do barulho do vento forte nas vidraças e vibrar com o som dos trovões, aquele medinho, tudo tão lindoooo.
Amo mesmo é um céu de tempestade. Aquele cinza azulado, denso, puro e ineroxavelmente único me deixa extasiada, sempre. Meu humor melhora consideravelmente.

O céu limpo e azul é como uma garota boazinha: fácil de se amar, fácil de entender, fácil de enjoar, fácil insatisfação, fácil desejar mais. Uma pitada de supérfluo, banal, em ambos, por serem tão fáceis e tão disponíveis na maioria dos dias.
Céus nublados ou tempestivos são como garotas de personalidade: eletrizantes, com uma energia que contagia tudo o que fazem, com um desejo nos olhos e a busca por mais tatuada nas mãos.

A essa hora eu já deveria estar no escritorio.
Mas a insatisfação profissional atual é um câncer que me corroi, que destroi os alicerces da minha autoestima. Isso pode ser condenável. Ontem tive uma frustração tamanho família, que me deixou muito muito triste e mal. Sorte de ter uma mãe adorável e um namorado excelente, que chegou junto de uma chuva de verão linda, tomou sorvete comigo, mimou ao extremo e me fez sentir segura e confortável.

Hoje não quero ver ninguém, quero recuperar minhas energias, fazer um esforço para me sentir bem. Recuperar-me dessa tragicomica situação. Pesar a situção atual, ver se vale a pena, se é interessante prosseguir ou parar por aqui. Acho que, mesmo se quisesse, não teria forças para levar tal situação adiante.

Claro que ainda estou emocionalmente desgastada no momento e não posso tomar decisões, mesmo se quisesse.
Minha autopreservação me manda ficar em casa, relaxar, me permitir curtir um pouco esse lindo dia cinza que se anuncia pelas vidraças. Talvez seja hora de escolher um novo caminho, um novo rumo. Talvez seja hora de entregar os pontos e entregar-se nas mãos do acaso.

Não é questão de desistir, mas sim de (nossa, a que ponto a frustração me rende) entregar um pouco a situação nas mãos do Universo.
Sinto-me tão sozinha, todo um peso em meus ombros e um vazio profundo no peito. Preciso da doçura da Audrey Hepburn, do conforto do meu travesseiro, do esquecimento das horas.
Entrego tudo nas mãos do meu Anjo de Guarda hoje: Ele que cuide de mim e me traga alegrias hoje, porque não tenho forças para procurar por elas ou mesmo olhar aqui pra dentro e encontrá-las.

Deixo o conforto da doçura de Holly, Sabrina e Ann e desejo a todas que me lêem um ótimo fim de semana e que dias melhores virão.

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