Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 13 de novembro de 2008

A vida é uma Festa.

E, como tinha de ser, os dias se passaram, numa profusão rápida e confusa de muitos acontecimentos, que marcam o amadurecimento do indivíduo e a descoberta de novas forças na Alma.

Um milagre aconteceu e o que eu mais pedi a Deus em toda a minha vida se realizou: minha mãe finalmente fez a cirurgia (a primeira) para colocar a prótese do fêmur (lado esquerdo).

Ano que vem, antes do Carnaval, marcaremos a segunda cirurgia (e última) para colocar a prótese do fêmur (lado direito).

Os amigos próximos sabem o quanto isso me afligia nos últimos tempos e ter minha mãezona em casa, se recuperando bem, é a MAIOR vitória e felicidade que já vivi na vida.

O choro foi de felicidade quando ela andou e não mais de frustração. E a alegria contagiante que me emociona ao contar o fato para as pessoas bane completamente o sentimento de aridez, amargura e desespero que me afligiu tão profundamente o peito e por tantos meses a fio.

Tenho que agradecer ao Anjo boca-suja-exagerado-adorável Dr. João, brilhante Cirurgião Ortopedista especializado em Quadris e sua Equipe; Andrea e Kelly, do Laboratório; as amigas que me ajudaram a suportar os momentos dificeis e que são  minhas mooogiiiinhaaas lindas, queridas e preciosas: que tanto apoio me deram através de torpedos e ligações, rezas, preces, orações e pensamentos positivos.
(Carol, Julli, Lu, Lia, Clarice para não citar todos os nomes… vocês não têm idéia do quanto foram importantes!!!)

Aos familiares, amigos e até desconhecidos que souberam do pedido e foram doar sangue. Graças a Deus ela não precisou de sequer uma gota de sangue, mesmo sendo uma cirurgia de grande porte e contendo seus alguns riscos; mas acreditem, vocês ajudaram imensamente ao Banco de Sangue do Hospital, que por atender emergências, vive carente de sangue tipo: o SEU.
Ajudaram as pessoas que entram feridas por aquela emergência e tantas outras almas lá internadas.

As amigas que fiz naquela enfermaria, Denise e Mariana, ambas porra-louca-mais-louca-que-eu e que cuidaram da minha mãe como se fosse delas durante meus momentos de ausência.
Que não me deixaram chorar quando o nervosismo e a ansiedade me consumiam em úlceras, que me ensinaram a peitar as enfermeiras mal-humoradas pelas madrugadas sem-fim por um atendimento decente, mesmo que mínimo.

As amigas e essas duas colegas de enfermaria me ajudaram a não deixar a peteca cair, a não surtar, deram o alimento que meu espírito precisava para tolerar tanta pressão: amizade e carinho.

Porque, se dependesse da família para ter apoio, eu tava lascada.

E agora vamos nos recuperar bem dessa, pra que no começo de 2009 possamos ir firmes e fortes pro Segundo Tempo.

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Responses

  1. Parabéns, Shay, vocês são muito vitoriosas.

    Amo ocê.

  2. Continuo torcendo, sempre. 🙂


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