Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 14 de março de 2012

A Chuva

Então durante toda a tarde, o tempo se permitiu uma mudança. Era a chuva que vinha. Eu não me basto. Eu penso em vc. E só sinto. Sinto o vento que bagunça os meus cabelos, que brinca com minha roupa, que apavora os menos intimos.

Eu tenho um medo irracional. Mas que finjo que não sinto, ergo a cabeça e sigo adiante. Observo enquanto fecho a janela cautelosa com a chuva, a mocinha que corre na rua úmida, fugindo em um intervalo da chuva. Eu me irrito com a impossibilidade de fazer. De só tecer planos. De ter que esperar.

E vc sempre tão ocupado e eu com esse meu coração doendo, precisando de atenção. Mas não te incomodo com isso. Falo de amenidades, te faço rir. Penso, me aflijo, mas não te incomodo. Dobro-me na minha solidão.

E acho que será sempre assim.

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 16 de abril de 2010

De mudança

Abandonando este barco e escrevendo neste:

http://reinedeepe.wordpress.com/

Ainda em construção, porém, melhor que o silêncio abusivo da ausência.

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 3 de janeiro de 2010

A proposito

Eu me mudei para o apto que eu tanto queria, logo após o natal; beijos e excelente 2010!!!!!

*\o/*

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 3 de janeiro de 2010

Liesel Meminger

Ou ainda podemos chamá-la de A menina que roubou meu coração. Li A Menina Que Roubava Livros, ou melhor, saboreei com pressa e desejo cada página, cada letra, cada som do virar de páginas.


Viajei nos ombros da Morte, primeiro com curiosidade, depois com o apego de quem se apaixona pelos melhores narradores, até encontrar a pequena Liesel, o grandalhão Hans e toda sorte de trapalhadas com Rudy.

Vi o amor chegar de mansinho com Max, e ir embora com Rudy nos ombros da Morte; e chorei.

Chorei verdadeiramente em vários momentos, nossa, em vários mesmo.

O livro – não há outro adjetivo – é ENCANTADOR, uma narrativa doce, cativante e única; você se apaixona pela Liesel e Hans e a maravilhosa Rosa e vai se apegando cada vez mais aos personagens apresentados, vai guardando-os como conchas recolhidas a esmo no mar e que não se sabe escolher qual mais lhe agrada, porque todas são bonitas e vieram do mesmo local e fica dificil escolher qual vai e qual fica. Ama-se a todas, umas com mais ardor, outras com quase desapego, mas todas fazem parte de um conjunto maravilhoso de se ver. Ou ler.

Enfim. Elegi-o como o melhor livro que li esse ano (2009) e Liesel roubou meu coração, e posso dizer que este é um livro dificil de ser superado, como um amor que morre precoce em suas mãos ou uma esperança boa demais que lhe foi tomada.


Estou doida para comprar mais alguns títulos no Submarino, inclusive A Sombra do Vento, outra obra do Markus Zusak; deixa as obrigatoriedades da mudança liberarem meus cartõezinhos…

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 28 de novembro de 2009

Mexidinho.

Então, estou para contar que há tempos só tenho usado farinha de mandioca (pra fazer farofa-fá!) como areia pra Aretha.

Primeiro, foi por curiosidade, juro! Tinha um pouco de areia, era domingo e não havia onde comprar mais areia. Olhei para o saco de farinha, ele me olhou e lembrei de tantos relatos lidos em comunidades de donos de gato no kuty. Não poderia ser muito traumático para a Aretha ou para mim e se fosse, o transtorno só seria até o dia seguinte.

Então joguei um pacote inteiro na caixa de areia dela. Logo na primeira vez que limpei, observei que o odor diminuíra consideravelmente, além da papa de urina+areia ser agora um torrãozinho empanadinho, durinho e consistente. achei interessante e prossegui o experimento. Continuei experimentando até a mistura de areia+farinha acabar. Então coloquei farinha pura.

Que dizer…. nada mais de cheiro, papas ou coisas do tipo. Os torrões de urina ficam perfeitos, NÃO há o MENOR vestígio de cheiro… E rende muito mais do que a areia. Um quilo de farinha (lembrando que eu so tenho a Aretha) pode durar uns 8 dias. Vai um quilo de areia fazer o mesmo… era brincando 3/4 do pacote de 4kg para 8 dias.

***

Estou imersa em minhas próprias lutas e nesse meio tempo amadureci mais, fiquei mais egoísta também. Quer dizer, você ser generosa e boa é uma coisa, as pessoas se passarem por amigas para se beneficiarem é outra.

Então passei a ponderar mais minhas decisões, porque o que tem de gente abusada por aí…

***

Meio que obrigada por uma amiga de trabalho, estou lendo  Crepúsculo. E para minha decepção (mas… Galvão, eu já sabia!) o livro em si é fraco e para quem já jogou RPG Vampire as situações são MUITO repetitivas e carecem de criatividade… ou mesmo ineditismo. Sobre o romance além do RPG, né por nada não? Meyers, não se ofenda, mas eu iscrevo miór qui ocê.

Beyjo, desliga.

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 12 de novembro de 2009

instantes

Minha temperança se esvai, como vodca em gole rápido
e ainda me resta, a esperança dos que se calam
e fazem suas preces num silêncio milagroso,
no instante da dúvida.
Antes eu esperava, o momento oportuno para sorrir,
preocupava-me com os horários,
de comer, de dormir
tinha medo que descobrissem minhas fraquezas
ou o quanto era sentimental e apegada
enquanto as verdades metralhavam na minha cara…
Fingia-me grande, forte, independente,
e não compreendia, que a grandeza da vida
se dá no instante
em que a razão é perdida.

Poucas coisas me deprimem mais,
que essa luz amarelada que insiste em invadir minhas salas
quando a chuva bate de leve na vidraça, como que se convidando
a molhar minha pele.
Amarga, áspera e bêbada, reclamo baixinho arrastando os chinelos,
porque o que me irrita mesmo, é a ausência da totalidade das coisas.
Que mal há, em ser branco e preto, verde e vermelho, amarelo e azul?
Quando tudo se mistura tenho a impressão que é o cinza dominante
E reclamo, impotente, para o céu nublado,
da claridade amarelada que quer se instalar em meus ambientes internos,
Como um lembrete de que ainda há o sol, por cima da chuva,
um amanhã após a noite turva.
E do esquecimento me vem, como nota emudecida
o som do riso inocente, que os anjos se apoderaram
e não me devolverão, jamais.

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 10 de novembro de 2009

Caçando histórias.

E quando a vida nos lança num emaranhado de tramas e vai puxando as pontas do barbante, como que para incrementar o seu jogo.

 

Recentemente, li dois livros: A História do Livro (Geraldine Brooks) e O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini).

A História do Livro é sóbrio, a autora tem a mão realista, nada de presunçosos finais fantasiosos ou felizes, apenas a natureza obscura do ser humano em seu avanço gradativo através dos séculos em perseguições e matanças.

Achei muito bom e não consegui larga-lo!

Já, O Caçador de Pipas… Bem… Ele é bem escrito, a narrativa, as lembranças. O que estraga? A personagem principal é um TREMENDO PAUNOCU e eu quase não o suportei até metade do livro. Na metade do livro, quando ele consegue meios de fingir ser outra pessoa ou fingir não ter tido aquele passado, ficou um pouco suportável e no fim, quando ele resolve ter alguma atitude decente, melhorou de vez no meu conceito.

Porque, para mim, não basta a história ser boa e a personagem ser um lixo; tem de haver o equilibrio; é como no livro O Velho e o Mar; você se apaixona pela personagem, mas quase não suporta a forma como a história é conduzida. Pois, em O Caçador de Pipas, você adora as lembranças e passa 80% da história sentindo desprezo pela personagem. No final, o camarada se emenda, graças a deus, porque, né? De filha da puta para sentirmos o desprezo, já basta algumas pessoinhas bem ‘inhas’ da vida normal.

Mas, agora falando sério. O autor d’O  Caçador de Pipas, me surpreendeu em determinada folha, onde o desespero era tão profundo que juro que quase chorei, senti aquela vontadezinha lá no fundo.

No livro A História do Livro, só senti vontade de chorar duas vezes: na história de Dora e na história de Ruti.

Minha próxima leitura?? A Menina Que Roubava Livros.

 

 

 

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 11 de setembro de 2009

Estratégias…

Vencer não é marchar adiante, sacrificando tudo que se ama, a ponta de faca e ferro quente, apenas pra se gabar de uma vitória.


Recuar também se faz necessário; recuamos nossos exércitos, para que se recuperem as forças, se tornem sadios os combatentes feridos ou morram definitivamente aqueles que necessitam morrer. É na retirada que cantamos aos nossos deuses, dançamos e bebemos louvando ao redor do nosso fogo e nos enchemos novamente de forças e coragem para voltar para o campo de batalha.


Melhor isso, do que nos magoarmos e magoarmos quem tanto amamos, para no fim nem nos lembrarmos pelo que se batalhava e se sacrificava tanto…


O mundo lá fora é cheio de possibilidades e infinitos mistérios, mas às vezes, fico grata é pela possibilidade de poder voltar para casa.


Em paz.

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 30 de agosto de 2009

Now, this is a fire in me…

Então, não resisti e voltei à ruivice.

 

Uma discreta ruivice, mas ruivo é sempre ruivo, crianças.

 

E como me sinto mais feliz e mais ‘eu’…

 

Agora, vamos colocar os cronometros para funcionar e ver até quando eu resisto em colocar um tom mais laranja/cobre nesse castanho avermelhado safado que a 7.4 da color perfect +ox de 20 da amend deixou no meu cabelo!

 

Mas ao menos eu cumpri uma promessa: a de usar ox de 20 e nunca mais cair em tentação com a de 30… hahahha

Publicado por: Alice (...e o Espelho Quebrado) | 24 de agosto de 2009

Devaneios.

Porque, de todas as coisas que nós queremos mudar e não conseguimos (chefe, limitação financeira, parente chato, etc), sempre podemos mudar nossos cabelos.

Um bom corte, uma cor diferente, unhas bem feitas e uma maquiagem básica e de repente, você se sente pareparada para encarar o mundo.

E essa, é definitivamente, uma das mais prazerosas vantagens de ser mulher.

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