Minha temperança se esvai, como vodca em gole rápido
e ainda me resta, a esperança dos que se calam
e fazem suas preces num silêncio milagroso,
no instante da dúvida.
Antes eu esperava, o momento oportuno para sorrir,
preocupava-me com os horários,
de comer, de dormir
tinha medo que descobrissem minhas fraquezas
ou o quanto era sentimental e apegada
enquanto as verdades metralhavam na minha cara…
Fingia-me grande, forte, independente,
e não compreendia, que a grandeza da vida
se dá no instante
em que a razão é perdida.Poucas coisas me deprimem mais,
que essa luz amarelada que insiste em invadir minhas salas
quando a chuva bate de leve na vidraça, como que se convidando
a molhar minha pele.
Amarga, áspera e bêbada, reclamo baixinho arrastando os chinelos,
porque o que me irrita mesmo, é a ausência da totalidade das coisas.
Que mal há, em ser branco e preto, verde e vermelho, amarelo e azul?
Quando tudo se mistura tenho a impressão que é o cinza dominante
E reclamo, impotente, para o céu nublado,
da claridade amarelada que quer se instalar em meus ambientes internos,
Como um lembrete de que ainda há o sol, por cima da chuva,
um amanhã após a noite turva.
E do esquecimento me vem, como nota emudecida
o som do riso inocente, que os anjos se apoderaram
e não me devolverão, jamais.
instantes
Publicado em Pessoal
Caçando histórias.
E quando a vida nos lança num emaranhado de tramas e vai puxando as pontas do barbante, como que para incrementar o seu jogo.
Recentemente, li dois livros: A História do Livro (Geraldine Brooks) e O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini).
A História do Livro é sóbrio, a autora tem a mão realista, nada de presunçosos finais fantasiosos ou felizes, apenas a natureza obscura do ser humano em seu avanço gradativo através dos séculos em perseguições e matanças.
Achei muito bom e não consegui larga-lo!
Já, O Caçador de Pipas… Bem… Ele é bem escrito, a narrativa, as lembranças. O que estraga? A personagem principal é um TREMENDO PAUNOCU e eu quase não o suportei até metade do livro. Na metade do livro, quando ele consegue meios de fingir ser outra pessoa ou fingir não ter tido aquele passado, ficou um pouco suportável e no fim, quando ele resolve ter alguma atitude decente, melhorou de vez no meu conceito.
Porque, para mim, não basta a história ser boa e a personagem ser um lixo; tem de haver o equilibrio; é como no livro O Velho e o Mar; você se apaixona pela personagem, mas quase não suporta a forma como a história é conduzida. Pois, em O Caçador de Pipas, você adora as lembranças e passa 80% da história sentindo desprezo pela personagem. No final, o camarada se emenda, graças a deus, porque, né? De filha da puta para sentirmos o desprezo, já basta algumas pessoinhas bem ‘inhas’ da vida normal.
Mas, agora falando sério. O autor d’O Caçador de Pipas, me surpreendeu em determinada folha, onde o desespero era tão profundo que juro que quase chorei, senti aquela vontadezinha lá no fundo.
No livro A História do Livro, só senti vontade de chorar duas vezes: na história de Dora e na história de Ruti.
Minha próxima leitura?? A Menina Que Roubava Livros.
Publicado em Leitura | Tags:A História do Livro, Geraldine Brooks, Khaled Hosseini, O Caçador de Pipas
Estratégias…
Vencer não é marchar adiante, sacrificando tudo que se ama, a ponta de faca e ferro quente, apenas pra se gabar de uma vitória.
Recuar também se faz necessário; recuamos nossos exércitos, para que se recuperem as forças, se tornem sadios os combatentes feridos ou morram definitivamente aqueles que necessitam morrer. É na retirada que cantamos aos nossos deuses, dançamos e bebemos louvando ao redor do nosso fogo e nos enchemos novamente de forças e coragem para voltar para o campo de batalha.
Melhor isso, do que nos magoarmos e magoarmos quem tanto amamos, para no fim nem nos lembrarmos pelo que se batalhava e se sacrificava tanto…
O mundo lá fora é cheio de possibilidades e infinitos mistérios, mas às vezes, fico grata é pela possibilidade de poder voltar para casa.
Em paz.
Publicado em Pessoal
Now, this is a fire in me…
Então, não resisti e voltei à ruivice.
Uma discreta ruivice, mas ruivo é sempre ruivo, crianças.
E como me sinto mais feliz e mais ‘eu’…
Agora, vamos colocar os cronometros para funcionar e ver até quando eu resisto em colocar um tom mais laranja/cobre nesse castanho avermelhado safado que a 7.4 da color perfect +ox de 20 da amend deixou no meu cabelo!
Mas ao menos eu cumpri uma promessa: a de usar ox de 20 e nunca mais cair em tentação com a de 30… hahahha
Publicado em Pessoal | Tags:7.4, Amend, cabelos vermelhos, Color Perfect, ruivice
Devaneios.
Porque, de todas as coisas que nós queremos mudar e não conseguimos (chefe, limitação financeira, parente chato, etc), sempre podemos mudar nossos cabelos.
Um bom corte, uma cor diferente, unhas bem feitas e uma maquiagem básica e de repente, você se sente pareparada para encarar o mundo.
E essa, é definitivamente, uma das mais prazerosas vantagens de ser mulher.
Publicado em Pessoal | Tags:cabelo, momento mulherzinha, ruivice
Stardust

Stardust
Um filme que eu não dava nem um centavo e me encantei.
p.s.: Capitão Shakespeare é ídolo! (L)
Publicado em Cinema | Tags:Neil Gaiman, Stardust
É que…
Apesar da correria, do cansaço e de uma ou outra pedrinha no sapato, a vida vai bem, obrigada.
O povo continua surtado com a gripe, putos com o Sarney e escandalizados com o Bispo Maiscedo. E tá chegando Criança Esperança, não se esqueçam de doar um dinheiro que nem poderão pedir restituição no IR.
Não acredito em fim dos tempos, tampouco em perseguição: o que acontece é que a vida dá voltas, e não espere estar sempre por cima, porque ooops, uma hora descobrem o que você está fazendo. E a mídia não perdoa, nunca.
Então, crianças, nada de brincar pelada e descabelada fazendo cara de louca com o v3 na frente do espelho, porque se for parar nas mãos do desocupado errado, você hann… fica mal no contrato com a Disney.
E sábado dia 22/08/09 vai rolar Goth Box com o Line up abaixo:
Na pista I: E.B.M, Dark Electro, Futurepop, Industrial, Synthpop…
Djs:
Great Guy – 23:00h <-> 00:40h = especial FRONT 242
Vírus de Sírius – 00:40h <-> 02:30h = especial FADERHEAD
Urmen – 02:30h <-> 04:00h = especial NEUROTICFISH
G.A.S.C – 04:00h <-> 06:00h
Na pista II: Gothic Rock – Dark Wave – Post Punk – Alternative Rock…
Djs:
Guga – 23:00h <-> 01:00h = especial DIARY OF DREAMS
Grauhase – 01:00 <-> 02:30h = especial CLAN OF XYMOX
Luizinho – 02:30h <-> 04:00h = especial NEW ORDER (discotecagem com video clip)
Laoviahn – 04:00h <-> 06:00h = especial BAUHAUS
Não preciso dizer que vou amanhecer o dia rebolando ao som de Bauhaus, preciso??? Porque relaxar é preciso… hahahhaha
E para me desculpar com os amigos, bem, eu sei que estou sumida faz tempos, e que mais ou menos desde abril que evaporei do mapa. Mas, depois de muita perturbação, lutas e alguns contratempos, passamos da fase de reparar estragos, para a fase de construir alguma coisa. E vamos sonhando, lutando, contruindo, rindo e às vezes se descabelando, mas sempre, sempre nos divertindo.
Um beijo!
Publicado em Pessoal | Tags:cansaço, Escandalos, Goth Box
Babylonian whore: puta e malévola.
pagou, levou.
Adora comprar cremes e maquiagens da Avon e Natura mas não suporta o tempo de demora para o produto chegar em suas mãos?
Tem medo de se arrepender de comprar determinada maquiagem e não gostar da cor/textura???
Porque uma amiga da que vos escreve passou uma dica super legal: duas lojinhas que vendem Avon e Natura a pronta entrega (sem precisar do prazo de entrega da revistinha) aqui no Rio de Janeiro.
É literalmente: pagou, levou.
E tem mais: 20% de desconto inclusive sobre os valores já promocionais. Não é o máximo???
E o melhor: não é apenas para produtos de maquiagem, mas também para cremes e demais produtos.
CENTRO: Av. Rio Branco, 120 sobreloja 03 – tel: 2221-4215
COPACABANA: Av. Nossa Senhora de Copacabana, 581 sala 208 – tel: 2545-7537
Publicado em Moda
novidades…
Então que nós já nos mudamos para nossa casa. E ainda estamos organizando as coisas (muitas) e ainda faltam outras (poucas, mas que fazem uma faaaltaaa, como meu computaor, porque usar o notebook do namorido não é legal…) para levarmos para nossa casa.
E a tarefa mais árdua não está em desfazer malas, organizar gavetas, passar peças de roupas para pendurar em cabides, e nem em sobrar uns vinte minutinhos para cozinharmos qualquer coisa, para depois banho e um merecido descanso abreviado em poucas horas para um próximo dia de batente, ou sobrar dez minutos para ligar com calma para minha mãe e lembra-la que eu a amo muito e, apesar de tudo, sinto falta dela.
A tarefa mais dificil, por hora, é não deixar o nervosismo subir a cabeça, é não perder o controle, é manter o foco de que se já chegamos até aqui é uma grande vitória e devemos dar graças; os próximos passos se aproximam.
É sobretudo aparar as arestas que só aparecem na convivêndia diária.
E ontem entregaram os armários da cozinha. Essa semana ainda devem montá-lo e também entregarem o meu depurador de ar.
E até amanhã, o inferno de passar/dobrar/arrumar gavetas e cabides vai estar finalizado.
Publicado em Pessoal